 |
GRAVAÇÕES DE "BEATRIZ (Versão 2005)" - DIA 3 (quarta-feira, 16/03)
Chegando ao WS ontem (um pouco antes das 20h), qual não foi a surpresa ao perceber que, além do Elieser, estava lá também o Marcos (que já não trabalha mais no estúdio, mas estava lá fazendo um "bico"), personagem já antológico na história da banda. Em seguida, chegaram Barba, Tony e o Cearense para dar início ao terceiro dia de gravações.
As trilhas das guitarras que os meninos haviam gravado no Apple realmente ficaram muito boas (destaque para a guitarra base do Marineli, punk, "reta" e suja, do jeito que eu queria). O Elieser sugeriu que gravássemos o baixo usando um Fender Squire que ele tinha lá, mas a sonoridade do Warwick do Barbudo mostrou-se muito mais bonita e impôs-se como a melhor opção. Um pouco mais animado que na tentativa anterior e certamente bem mais à vontade por poder ouvir a bateria e as guitarras, não demorei muito pra gravar o baixo. Fiz dois takes básicos e depois refiz alguns trechos.
Recebemos a visita da Silvinha e da Lili e, logo em seguida, chegou o Marineli. Os vocais, como sempre, foram a parte mais delicada da gravação. Também pudera, é a parte que fica mais em evidência em qualquer canção, portanto a atenção deve ser sempre redobrada. Depois de um take de aquecimento, o Barbudo refez vários trechos. A parte da ponte teve que ser gravada com ele ouvindo apenas a bateria como guia, para não perder o tempo. A parte final foi a que exigiu mais repetições, mas no fim das contas o resultado ficou excelente. Depois foi a vez do Marineli gravar o vocal de apoio e, para variar, ele não demorou muito. Ainda no pique, o Elieser resolveu não esperar e já começou a fazer a mixagem, tirando um belo som da bateria (especialmente a caixa e o bumbo). Com a orientação do Barba, tirou um bom som das guitarras e do baixo também.
Fica faltando, portanto, fazer apenas a "sintonia fina" do instrumental, regular as vozes e fazer a mixagem completa, e depois a masterização. Hoje estamos de folga, voltaremos ao estúdio na sexta-feira e, se tudo der certo, já teremos a "Beatriz 2005" pronta. Aguardem mais novidades!
John
Escrito por Plano B às 11h11
[]
[envie esta mensagem]
GRAVAÇÕES DE "BEATRIZ (versão 2005)" - DIA 2 (terça-feira, 15/03)
Por volta das 9 e meia (como sempre, atrasado), Marinus chegou à minha casa acompanhado do quinto B, Tony. Eu já tinha preparado a parafernália eletrônica pra gravar as guitarras de Beatriz. Utilizando os plugins do Garage Band, não levou muito tempo até encontrarmos a sonoridade da base e dos solos. Quase de primeira (não fosse por uns trechinhos onde o perfeccionismo fez sua visita), Marineli registrou sua presença na nova versão de Beatrz; aliás, se há algo realmente novo é a guitarra dele, que tem um toque todo diferente, além da distorção vigorosa.
Minha parte veio igualmente tranqüila, com uma inovação: dobrei a execução do riff, dando um corpo diferente ao início da canção. A "sujeira" da guitarra solo não prejudica a constatação do meu conservadorismo - a frase do solo é a mesma. Quando concluída, a comparação entre as 2 gravações será inevitável. A nova tem tudo para superar a antiga, não só por não ter a pata de Carlos Ranoya em cima, mas também pela nossa evolução como músicos (acreditem, a gente era ainda mais tosco!). Em menos de duas horas tudo estava no Apple.
Agora, só nos resta voltar ao Workstation e gravar o baixo e vocais. Continuem acompanhando!
Léo Sauaia
Escrito por Plano B às 09h55
[]
[envie esta mensagem]
GRAVAÇÕES DE "BEATRIZ (versão 2005)" - DIA 1 (segunda-feira, 14/03)
Ontem à noite, o Barbudo chegou no WS com a guia pronta, que ele gravou na lancheirinha Apple: voz, violão e metrônomo (250bpm). O "piloto" da gravação foi o Elieser, com quem eu já havia gravado uma faixa sozinho, no período em que o Barba ainda estava na Inglaterra. Na seqüência, chegou o Tony Wendell e depois eu. O Cearense veio logo depois e foi montar suas tralhas no aquário de gravação, enquanto eu, Barba e Tony fomos tomar uma cerveja na padaria (o Tony bebeu guaraná, que fique bem claro). De volta ao estúdio, a bateria já estava montada e microfonada.
Depois de alguns takes, o Marineli chegou. Aparentemente, as principais dificuldades do Ricardo foram as viradas de bateria nas pontes (as estrofes que antecedem os refrões). Mais alguns takes e pronto, ele conseguiu, ainda que em duas etapas (duas metades da música gravadas em takes diferentes, "coladas" com a ajuda do computador; a emenda é na paradinha depois do solo de guitarra). Com a bateria quase pronta, faltava apenas o rufar da caixa no começo e isso levou um certo tempo - aliás, "tempo" foi justamente o problema. O Barbudo fez com que o Cearense tocasse várias vezes até que o rufar estivesse rigorosamente dentro da contagem.
Chegou a minha vez e eu achei que ia ser super rápido. Ledo engano. Gravei uma porção de takes e nenhum deles ficou bom o suficiente. Eu poderia apontar uma porção de jusitificativas, como o fato de que não estava mais habituado a tocar no Warwick do Barbudo e que tinha desacostumado a tocar com palheta. Ou que estava tendo problemas com o tempo, também nas pontes. Mas acho que simplesmente não era o meu dia. Enfim, somente a bateria ficou valendo.
O Elieser gravou a trilha da bateria num arquivo para o Barbudo abrir na lancheirinha Apple. Provavelmente, ele e o Marineli irão se encontrar hoje, na casa do Barba, para gravar as guitarras (base e solo). Depois disso, ficará faltando regravar o baixo, gravar as vozes (principal e backing) e fazer mixagem e masterização. Isso se não der nenhum "pau" nas gravações das guitarras - afinal, será a primeira experiência de gravação pra valer na lancheira.
Mas deixarei que o Barba ou o Marineli escrevam sobre isso amanhã...
John
Escrito por Plano B às 17h39
[]
[envie esta mensagem]
|
 |
 |